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Da Secularidade da Filosofia

Jorge Coutinho
Revista Portuguesa de Filosofia
T. 46, Fasc. 3, Filosofia e Teologia (Jul. - Sep., 1990), pp. 331-354
Stable URL: http://www.jstor.org/stable/40336012
Page Count: 24
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Da Secularidade da Filosofia
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Abstract

A problemática do justo relacionamento entre o sagrado e o profano foi objecto de uma particular clarificação no Concílio Vaticano II. Ao estabelecer o conceito de secularidade como estatuto que compete à ordem temporal ou da natureza em face da ordem sobrenatural ou da graça, aquela instância do magistério da Igreja legitimou a sua aplicação ao domínio da cultura em geral e da filosofia em especial. A secularidade é aí definida como autonomia relativa. Como tal, ela representa a posição justa entre dois possíveis excessos: o do secularismo e o do sacralismo. Afirmá-la da filosofia, na hipótese da sua elaboração por um filósofo cristão, implica em primeiro lugar admitir que, para este, existe a possibilidade de ser verdadeiramente filósofo sem necessidade de renunciar ou colocar entre parêntesis a sua condição de cristão. Por outro lado, essa condição de filósofo cristão tem implícita uma atitude de abertura mútua, no seu espírito, entre a fé religiosa e a razão filosofante, da qual porém não resulta para este prejuízo mas benefício. Na recta atitude secular, pois, a autonomia supõe que a razão filosófica não perde a sua dignidade, o seu valor e a sua função próprios, deixando-os absorver totalitariamente pela fé; em compensação, porém, o carácter relativo de uma tal autonomia impede que esta seja ignorada por aquela, perdendo-a de vista no seu horizonte filosófico. Sacralismo fideísta e secularismo racionalista estão aí necessariamente ausentes. A possibilidade de uma filosofia qualificada de cristã parece decorrer de uma abordagem do problema por este prima. ///La problématique des relations correctes entre le sacré et le profane a fait l'object d'une clarification spéciale au Concile de Vatican II. Par le fait d'établir le concept de sécularité comme statut qui revient à l'ordre temporel ou a celui de la nature face a l'ordre surnaturel ou de la-grace, l'instance du Magistère de l'Eglise a legitimé son application au domaine de la culture en général et de la philosophie en particulier. La sécularité y est définie comme autonomie relative. En tant que telle, elle représente la position juste entre deux excés possibles: celui du sécularisme et du sacralisme. L'affirmer de la philosophie, dans l'hypothèse de son élaboration par un philosophe chrétien,implique en premier lieu que Ton admette que pour celui-ci, il est possible d'être vraiment philosophe sans nécessairement à sa condition de chrétien ou sans devoir la mettre entre parenthèses. Par ailleurs, cette condition de philosophe chrétien présuppose implicitement une attitude d'ouverture mutuelle, en son esprit, entre la foi religieuse et la raison pensante, ouverture dont pourtant il ne resulte pour celle-ci aucun préjudice, mais bien un acquis positif. Car dans l'attitude seculiere correcte, l'autonomie suppose que la raison philosophique ne perde pas sa dignite, sa valeur et sa fonction propre, en se laissant absorber totalitairement par la foi; en revanche, cependant, le caractere relatif d'une telle autonomie empeche que celle-ci soit ignoree par celle-la, la perdant de vue dans son horizon philosophique. Sacralisme fideiste et secularisme rationaliste doivent la disparaitre. La possibility d'une philosophic qualifiee de chretienne semble surgir d'une approche du probleme par ce biais. /// The problem of the proper relation between the sacred and the profane was object of a particular clarification in the Council Vatican II. In establishing the idea of secularity as a statute which belongs to the temporal order or of the nature in view of the supernatural or of grace, that instance of the Church teaching made lawful its application to the domain of culture in general, and of philosophy in particular. Secularity is there defined as relative autonomy. As such, it represents the right position between two possible excesses: on one side the secularism, and on the other side the sacredness. To affirm it of philosophy, supposings its elaboration is made by a Christian philosopher, implies first of all to admit that for this the possibility exists of being truly philosopher, without needing to renounce or to put between parentheses his condition of Christian. On the other hand, this condition of Christian philosopher contains implicit an attitude of natural openness in his mind, between religious faith and philosophizing reason, from which however no harm results for it at all, but benefit. In the right attitude of secular, therefore, the autonomy supposes that the philosophical reason doesn't loose its own dignity, its value and its function, letting itself absorve wholly by faith; in compensation however the relative character of such an autonomy prevents this from being ignored by the other, loosing sight of it in its philosophical horizon. Fideistic sacradness and rationalistic secularism are there absent. The possibility of a philosophy qualified as Christian seems to derive from an approach of the problem from this point of view.

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