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The Rationale for a Catholic Philosophy: According to Maurice Blondel

Oliva Blanchette
Revista Portuguesa de Filosofia
T. 60, Fasc. 2, Filosofia & Cristianismo: I - Aspectos da Questão no Século XX (Apr. - Jun., 2004), pp. 329-348
Stable URL: http://www.jstor.org/stable/40337827
Page Count: 20
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The Rationale for a Catholic Philosophy: According to Maurice Blondel
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Abstract

In the late 1930's Blondel precipitated a debate over the question of a Christian philosophy in a series of articles on St. Augustine insisting on the philosophical nature of the saint's thought. Rationalist historian of philosophy Bréhier objected to the very idea of a Christian philosophy. Other historians like Gilson allowed that a philosophy could be characterized loosely as Christian when it was associated with Christian thought, as in the Middle Ages. But Blondel argued against both of these positions as presupposing a separation between philosophy and religion that allowed only for a false hybridization between the two when they were juxtaposed. His own approach to philosophy had been to show a necessary intersection between the two in the question about the ultimate meaning of human action as it relates to God in his infinite transcendence, as this had long been understood in the Catholic tradition, that is, as relating to something supernatural in the strictest sense, something bound to appear as scandalous and paradoxical to reason alone. The present article examines how he first came to his philosophical method for dealing with this question in the 1890's and how he later used this method in defending the idea of a philosophy that was integrally rational and Catholic in the strict sense of both terms. /// Na década de 1930, Maurice Blondel desencadeou um importante debate acerca da questão da chamada Filosofia Cristã mediante uma série de artigos sobre Santo Agostinho, os quais insistiam em particular sobre a natureza filosófica do pensamento do grande santo. Bréhier, um historiador da Filosofia de tendência racionalista, objectou à própria ideia de uma Filosofia Cristã. Outros historiadores, tais como E. Gilson, concediam que uma Filosofia poderia ser vagamente caracterizada como Cristã quando a mesma esteja associada com o pensamento cristão, como era o caso na Idade Média. Mas Blondel argumentava contra estas duas posições na medida em que achava que as mesmas pressuponham a separação entre Filosofia e Religião, separação esta que permitia apenas uma falsa hibridização entre as duas quando as mesmas eram justapostas. A sua posição pessoal em relação à Filosofia defendia que entre esta e a Religião existia uma intersecçdo necessária acerca da questão relativa ao sentido ultimo da acçdo humana na medida em que esta remete para Deus na sua infinita transcendência, tal como esta era desde há muito compreendida na tradição Católica, ou seja, enquanto que remetendo para algo sobrenatural no sentido mais estrito, algo destinado a aparecer como escandaloso e paradoxal à razão enquanto que entregue a si mesma. O presente artigo examina de que modo Blondel primeiro chegou ao seu método filosófico no tratamento desta questão na década de 1890 e de como ele mais tarde usou este método para defender a ideia de uma Filosofia que é integralmente racional e católica no sentido mais estrito de ambos os termos.

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