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Wozu Philosophie - und obendrein christlich?

Jörg Splett
Revista Portuguesa de Filosofia
T. 60, Fasc. 2, Filosofia & Cristianismo: I - Aspectos da Questão no Século XX (Apr. - Jun., 2004), pp. 393-412
Stable URL: http://www.jstor.org/stable/40337830
Page Count: 20
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Wozu Philosophie - und obendrein christlich?
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Abstract

Para a determinação do humano (em contraposição quer ao não-humano quer ao in-humano) não basta nem o entendimento saudável do homem (gesunder Menschenverstand) nem a ciência que porventura o complemente. Ms não vai também a Filosofia precisamente em nome da razão para lá do indivíduo e das suas necessidades ? Trata-se, portanto, de em contraposição à "sabedoria do mundo" afirmar a escuta crente em relação a Palavra de Deus? Esta Palavra, por são vez, não informa sobre tudo, e onde quer que ela performe a acção de informar ela deve ser traduzida a partir da sua localização histórica para o nosso Aqui e Agora. Neste sentido, o cristão deve, portanto, filosofar. Ele não afirma a sua fé como fundamentação (como "premissa"), o que acontece, isso sim, na Teologia; mas ela está ao seu serviço no contexto da descoberta: ela olha para lá do indivíduo para a realidade em si mesma. Ora isto pode-Ihe muito bem abrir novas dimensões, as quais permanecem cerradas para um pensamento a-cristão ou até mesmo anti-cristão. Em última análise o crente é levado a reconhecer que a questão central da Filosofia pertence não ao homem, mas a Deus. /// DeusTo determine the human (in contraposition to both the non-human and the inhumane), neither the "healthy" understanding of man, nor science is sufficient. But does philosophy, in name of reason, proceeding beyond the individual and his needs, operate in contraposition to the "wisdom of the world" and the affirmation of the believer in relation to the Word of God? This Word does not inform us of everything and wherever it performs its action of informing, it must be translated in regard to its historical localization. Thus, the Christian must philosophise, not affirming his faith in foundational terms, as does indeed a theologian. But such an affirmation is at the service of a contextual discovery that proceeds beyond the individual and in the direction of reality itself This can open new dimensions that are effectively closed to non-Christian, or even anti-Christian, thought. Ultimately, the believer recognizes that the central question of philosophy does not belong to man but rather to God.

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